Desempenho industrial do Paraná cresce 11,41% no ano e utilização
da capacidade instalada é a maior de toda a série histórica pesquisada pela Fiep
O desempenho
da agroindústria paranaense, independentemente da crise financeira internacional, alavancou o crescimento das vendas
industriais paranaenses, que aumentaram em 11,41% nos nove primeiros meses de 2008 em relação ao mesmo período
do ano passado, informa nesta quinta-feira (06) o Departamento Econômico da Federação das Indústrias
do Estado do Paraná (Fiep).
“As expressivas safras de 2006/2007 e 2007/2008 e o não aparecimento
de problemas fitossanitários permitiram que a indústria de Alimento e Bebidas aumentasse suas vendas em 10,44%
e a de Petróleo e Produção de Álcool em 11,27%”, afirma o coordenador do Departamento Econômico
da Fiep, Maurílio Schmitt. Apesar da crise financeira afetar o volume de crédito concedido às empresas, o que
deve impactar negativamente os gêneros industriais de Veículos Automotores e Máquinas e Equipamentos,
que vinham sendo beneficiados com a fartura do crédito, ambos ainda são responsáveis por boa parte da
expansão registrada pela indústria de transformação paranaense nos nove primeiros meses do ano.
O gênero de Veículos Automotores, no entanto, reduziu suas
vendas em 9,26% em relação a agosto, devido à paralisação por greve no setor. Em setembro,
a utilização da capacidade instalada da indústria paranaense alcançou 82%, o mais alto índice
desde agosto de 2004, e o nível de pessoal empregado total cresceu 5,93%. Os maiores aumentos nas vendas no mês
se deram nos gêneros Material Eletrônico e de Comunicações (40,33%), Produtos Químicos (19,04%)
e Edição e Impressão (18,22%).
As maiores quedas foram registradas pelos setores de Couro e Calçados
(-14,20%), Vestuário (-4,16%) e pelo já citado gênero de Veículos Automotores (-9,26%). Treze dos 18
gêneros industriais pesquisados pela Fiep registraram aumento nas exportações em decorrência de
maiores embarques graças à desvalorização do real frente ao dólar em 10,29%. “Em
agosto a cotação média do dólar no Banco Central foi de R$ 1,63. Em setembro, passou para R$ 1,79”,
diz Schmitt.
As compras de insumos, por outro lado, se reduziram em 1,99% na comparação
com o mês anterior, embora tenham crescido de janeiro a setembro deste ano em relação ao mesmo período
de 2007, aumentando 16,06%. Na avaliação do Departamento Econômico da Fiep, a crise deve influir nas decisões
de compra e de investimentos em bens de maior valor específico, afetando o giro dos negócios por mais tempo.
“Mas as boas perspectivas do agronegócio, por conta da recuperação
do preço das commodities e do novo patamar da taxa de câmbio, que favorece as exportações, deve
manter a atividade do gênero Alimentos e Bebidas elevada”, afirma Schmitt.
Desse modo, a expectativa da Fiep continua sendo que 2008 deva se concluir
como o melhor ano no desempenho das vendas industriais do Paraná em toda a série histórica pesquisada.
Fonte: Fiep