O Conselho Monetário Nacional (CMN) aumentou de R$ 3 bilhões
para R$ 4 bilhões os recursos disponíveis para o Programa Revitaliza, criado para ajudar empresas exportadoras.
O órgão também derrubou o limite de tamanho das empresas
que poderiam aderir ao programa. As taxas de juros, no entanto, foram reajustadas de 7% para 9% ao ano. O CMN também extinguiu
o bônus de 20% nos juros a que as empresas que pagassem os financiamentos em dia teriam direito e limitou a concessão
de linhas de crédito em R$ 100 milhões por grupo econômico.
Operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),
o Revitaliza foi lançado em junho de 2007, mas até agora não teve nenhum recurso liberado porque, segundo
o Ministério da Fazenda, as mudanças promovidas, pelo Congresso Nacional, na lei necessitavam ser regulamentadas
pelo CMN.
As modalidades
de operação que serão cobertas pelo programa também mudaram. Inicialmente, os financiamentos abrangeriam
as exportações e o aumento de capital de giro sem restrições. Agora, o Revitaliza beneficiará
apenas investimentos das empresas e a expansão de capital de giro associados a investimentos. O CMN também estabeleceu
prazo até 31 de dezembro de 2009 para que os empréstimos sejam concedidos. O secretário-adjunto de Política
Econômica do Ministério da Fazenda, Diogo Oliveira, explicou que ainda falta uma carta-circular do BNDES para
que as linhas de crédito comecem a ser concedidas.
Segundo ele, a mudança na conjuntura econômica e a alta do
dólar não afetaram a utilidade do Revitaliza, criado num momento em que a moeda norte-americana estava em queda. “As empresas
ainda não tiveram tempo de se beneficiar do câmbio porque perderam mercado nos últimos tempos e agora
perderão demanda externa”, justificou Oliveira. Entre os setores contemplados pelo Revitaliza, estão as
indústrias têxteis, moveleira, de calçados e empresas que desenvolvem programas de computador.
Fonte: Agência Brasil