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AEB vê exportação abaixo de US$ 200 bi no ano
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A recente valorização da moeda norte-americana não vai conseguir compensar os reflexos negativos da desaceleração mundial para as exportações brasileiras.

O setor já espera que a projeção de exportar US$ 200 bilhões neste ano não seja alcançada por causa da crise econômica internacional.  "O dólar alto ajuda o exportador brasileiro, mas não resolve todos os seus problemas.

O mais importante é existir um comprador lá fora com um mercado externo aquecido", disse o presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil) , Benedicto Moreira. Com a possível exportação de um volume menor que as estimativas, o superávit comercial também deve ser mais baixo que o esperado. Segundo Moreira, em vez dos US$ 20 bilhões previstos, o saldo da balança comercial pode ficar entre US$ 12 bilhões e US$ 10 bilhões neste ano.

"Esse valor não será suficiente para cobrir o déficit de serviços e rendas e ficaremos com a balança de pagamentos no vermelho."  Para 2009, Moreira não arrisca estimativas. "Qualquer projeção hoje é "chutômetro". "Mas apesar dos efeitos negativos da crise para o setor, Moreira admite a necessidade de mudanças. "O comércio exterior brasileiro tem fragilidades estruturais independentes da crise, masque vieram à tona nessa conjuntura", diz.Para ele, o bom desempenho das exportações br brasileiras nos últimos anos não era resultado de uma  qualidade da oferta, mas sim de uma demanda externa aquecida.  

"Temos 80% de nossas exportações dependentes de commodities, ou produtos com baixa tecnologia agregada, sujeitos a oscilações de preços internacionais. Temos que agregar valor aos nossos produtos. " Para fortalecer o setor e evitar abalos maiores em situações de crises internacionais, a AEB vai elaborar uma proposta de reforma no sistema de comércio exterior brasileiro durante o 28º Enaex (Encontro Nacional de Comércio Exterior) , marcado para os dias 27 e 28 de novembro, no Rio. Entre os pedidos está a criação de uma política de financiamento interno para exportação.

"Como não temos um sistema interno apto para atender o setor, os exportadores recorrem muito para o crédito externo. Mas em contextos decrise, como o atual, essas linhas externas secam e o setor fica sem recursos para produzir.

Crise pode levar LCA a reduzir projeção do PIB 

A consultoria LCA já admite revisar suas projeções para a economia brasileira após reavaliar as conseqüências da crise econômica internacional. Hoje, a LCA prevê crescimento de 5, 1% no PIB do Brasil neste ano e de 3, 7% no ano que vem.Atéo momento,o cenário básico da LCA projeta uma lenta diluição da crise, uma leve desaceleração dos países emergentes e uma retomada do crescimento das principais economias do mundo no segundo semestre do ano que vem. 

As incertezas das seqüelas que a crise deixará na economia e o risco da turbulência evoluir, calculado em 40%, podem resultar na projeção de um cenário mais negativo pela consultoria. "A crise já alcançou tal ponto que certamente deixará o sistema financeiro fragilizado por um período mais prolongado do que vínhamos estimando", afirma aLCA, em relatório divulgado ontem. 

Fonte: Folha de SP 




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