Cerca de 60% das exportações brasileiras para a União
Européia (UE) devem ser afetadas pela nova política de controle de substâncias químicas do bloco.
Para orientar empresários e técnicos catarinenses em relação
às novas exigências, a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) promoveu,
na segunda-feira, 6 de outubro, um seminário sobre o Reach (sigla em inglês para Registro, Avaliação
e Autorização de Químicos). O sistema obriga as empresas a avaliar os riscos para a saúde humana
e o meio ambiente decorrentes da utilização desses produtos. O pré-registro das substâncias presentes
nos produtos exportados deve ser feito até 1º de dezembro.
A norma afetará desde indústrias químicas ou diretamente
relacionadas, como fabricantes de tintas, até produtores de calçados, refrigeradores, aviões e pranchas
de surfe. “Depois desse prazo, quem não tiver o pré-registro não poderá mais vender ao bloco
europeu”, afirmou Nícia Mourão, coordenadora da comissão de regulação e gestão
de produtos da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).
A Abiquim estima
que entre US$ 20 bilhões e US$ 25 bilhões anuais de exportações brasileiras para a Europa serão
afetadas pelas regras do Sistema Reach. Em 2007, o país exportou US$ 40,4 bilhões para a UE, sendo que Santa
Catarina vendeu US$ 2,1 bilhões.
Fonte: Agência CNI