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Brasil só tem 30 empresas atuando na China, enquanto EUA estão com sete mil
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Mais de sete mil empresas americanas estão na China. Do Brasil, pouco mais de 30 tem alguma atuação no mercado que mais cresce no planeta. Falta de conhecimento e foco no mercado interno são algumas das razões disso, na avaliação o secretário-executivo do Conselho Empresarial Brasil-China, Rodrigo Maciel.

“Ainda há um grande desconhecimento do Brasil em relação à China, em alguns casos até desinteresse. O processo de internacionalização ainda é recente no Brasil e atingiu um número muito pequeno de empresas”, afirmou.

A função do conselho bilateral - instalado durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, em 2004 – é justamente melhorar o ambiente de comércio e investimentos entre os dois países por meio do diálogo entre os governos. Por intermediar tal diálogo, Maciel garante que a atração de investimentos estrangeiros continua sendo prioridade do governo chinês. Mas não qualquer investimento.

“Se percebe uma mudança radical nesse incentivo. O foco deles, agora, é receber investimentos nos setores de alta tecnologia, de pesquisa e desenvolvimento”, destacou Maciel, Os incentivos já não são mais oferecidos em função da localização geográfica do empreendimento – política que tinha como objetivo a formação de grandes núcleos de produção. Agora, o incentivo depende do tipo de tecnologia que será trazida oferecida à China.

A regra vale, inclusive, para zonas de desenvolvimento industrial, como a Beijing Development Area, a 30 quilômetros do centro de Pequim. “As empresas que eles querem atrair para essas zonas, hoje, são empresas de alta tecnologia e biotecnologia. Isso passou a ser uma prioridade nacional”, explicou Rodrigo Maciel.

Segundo ele, também há grandes oportunidades para parcerias entre empresas chinesas e brasileiras. “Em alguns setores identificados como de grande mercado na China, talvez seja interessante ter investimentos conjuntos. Esse tipo de parceria pode ser importante até para aumentar a capacidade produtiva e o Brasil se tornar um fornecedor estratégico desse produto para a China”, avaliou Maciel.

O próprio agronegócio poderia se beneficiar dessa fórmula, tornando-se exportador de alimentos processados. “Essas oportunidades existem não só em comércio, mas em investimentos. A gente é que precisa se colocar estrategicamente para aproveitá-las”, garantiu o secretário-executivo do conselho bilateral.

Paul Liu, presidente da Câmara de Desenvolvimento Econômico Brasil-China, acha que é hora de perder o medo do gigante asiático. “A China ainda tem muitas áreas a serem expandidas, muitas pessoas querem melhorar a qualidade de vida e isso certamente vai abrir muitas oportunidades”, afirmou.

Ele acredita que os Jogos Olímpicos ajudarão a acabar com os estigmas do país asiático. “Por meio das Olimpíadas as pessoas certamente terão uma nova opinião sobre a China, verão que ela não é algo transitório mas, sim, um país que está crescendo há mais de 20 anos e vai continuar crescendo nos próximos 20”, disse Liu.

Fonte: Agência Brasil




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