A economia mundial passa por uma transformação. O ingresso
da China, com uma população de 1,3 bilhão de habitantes, no eixo das potências econômicas
desestabilizou o equilíbrio mundial que havia entre demanda e oferta de alimentos.
O crescimento médio em torno de 9,2%, nos últimos dez anos,
com a inclusão de centena de milhões de chineses no mercado de consumo, alterou o panorama mundial pela demanda
por alimentos. Hoje, o Produto Interno Bruto (PIB) da China é de US$ 3,2 trilhões. Este ano a economia deve crescer
10%, contra 11,5%, em 2007. Indústrias e serviços são responsáveis por 89% de toda a economia,
e a agricultura, 11%. Em 2006, o mercado chinês importou US$ 47 bilhões de produtos agropecuários.
Desse total, o Brasil exportou US$ 3,7 bilhões, valor que se elevou
em 23,5% em 2007, quando foram vendidos para a China US$ 4,6 bilhões em produtos do agronegócio. O saldo da
balança comercial do agronegócio é superavitário, contrariando o resultado do fluxo global de
comércio entre Brasil e China. Enquanto a balança comercial entre os dois países registrou déficit
de US$ 1,8 bilhão no ano passado, o agronegócio brasileiro consegue impor um resultado positivo para o Brasil
de US$ 4,2 bilhões. Os principais produtos do agronegócio importados da China são: têxteis (fios,
linhas e tecidos) de algodão, papel, calçados de couro e alho.
Ranking das
exportações - Em 2008, a China pulou do terceiro lugar para o topo do ranking dos países de destino das
exportações do agronegócio brasileiro. Está à frente dos Estados Unidos e dos Países
Baixos, estes últimos concentram as importações por serem entrepostos. Isto é, as mercadorias
exportadas para lá são reexportadas para outros países. Até maio deste ano, a China comprou US$ 3
bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, valor 86,62% superior em comparação com o mesmo
período de 2007.
A pauta de exportações é concentrada em um único
produto, a soja em grão. No ano passado, essa commodity representou 60,6% do total exportado para aquele país,
o que correspondeu à cifra de US$ 2,83 bilhões. Em seguida, aparecem a celulose, com US$ 423 milhões;
o couro bovino, com US$ 413 milhões; o óleo de soja em bruto, com US$ 310 milhões; o fumo não
manufaturado, com US$ 271 e a madeira serrada, com US$ 117 milhões.
Fonte: MAPA