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China reduz restrições para importações de máquinas e eletrônicos
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As empresas da China vão deixar de precisar de autorização do governo para importar 338 categorias de materiais e produtos, no âmbito da campanha de Pequim para equilibrar a balança comercial do país, noticiou nesta quarta-feira a imprensa oficial chinesa.

A medida, anunciada na página de Internet do Departamento de Comércio Exterior do Ministério do Comércio, entra em vigor a partir de 1º de abril e vai abranger os setores eletrônico e da maquinaria, assim como materiais plásticos e produtos em aço, entre outros.

Com a nova iniciativa, as empresas chinesas passam a precisar apenas de uma licença de importação automática para os produtos listados e reportar essas importações ao Ministério do Comércio, deixando de necessitar de aprovações oficiais.

"Com esta mudança queremos promover o desenvolvimento equilibrado do comércio externo chinês por meio da simplificação da administração das importações e facilitando o comércio", afirmou ao China Daily um funcionário do Ministério.

A simplificação do processo de obtenção desta licença é a mais recente medida de Pequim no combate ao superávit comercial chinês, pretendendo o governo do país asiático encorajar as importações e reestruturar suas exportações.

No final do ano passado, a China anunciou a diminuição de incentivos à exportação de produtos cuja fabricação seja muito poluente ou exija um consumo intenso de energia.

Também na Feira de Cantão, maior evento comercial da China que vai ocorrer em abril na capital da província meridional de Guangdong (que faz fronteira com Macau), existirá pela primeira vez uma seção dedicada exclusivamente à importação.

O superávit da China atingiu, em 2006, o valor recorde de US$ 177,5 bilhões, o que representou uma alta de 74% com relação ao recorde anterior, atingido em 2005.

O crescimento do excedente comercial chinês tem causado desavenças com os maiores parceiros comerciais de Pequim, que acusam o governo da China de manter o iuane em valores artificialmente baixos, tornando as exportações chinesas mais baratas nos mercados globais.

O vice-ministro chinês do Comércio, Gao Hucheng, considerou recentemente que, apesar de a economia chinesa apresentar um desequilíbrio comercial em comparação a economias como as de países da União Européia e a norte- americana, "as firmas chinesas não lucram muito porque muito desse lucro vai para os investidores estrangeiros" na China.

Dados referentes a fevereiro mostram que o superávit atingiu US$ 23,8 bilhões, com as exportações crescendo 51,7%, expondo a China ao risco de aumento da inflação e agravando as já tensas relações comerciais entre a quarta maior economia mundial e seus principais parceiros comerciais.

Fonte: Agência Lusa





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