A China vai
tornar-se no segundo maior mercado consumidor do mundo em 2015, depois dos Estados Unidos, de acordo com os resultados de
uma pesquisa do banco de investimento Crédit Suisse, publicada nesta terça-feira (27/3), na imprensa oficial chinesa.
Segundo
a análise do Crédit Suisse, que o jornal económico oficial chinês Economic Daily publica nesta terça-feira, a China ultrapassará
o Japão, a Alemanha, o Reino Unido e a Itália, para se tornar o segundo maior mercado mundial de consumo.
A China terá
uma quota de 14,1% do consumo total das maiores economias em 2015, enquanto o consumo dos Estados Unidos será de 37,7 por
cento, prevê o banco.
O Crédit Suisse classifica como grandes economias mundiais os Estados Unidos, Japão, Alemanha,
Reino Unido, Itália, França, Espanha, Canadá, México, Coréia do Sul e Austrália, além dos países BRIC (Brasil, Rússia, Índia
e China).
Em 2006, o consumo chinês representou 5,4 por cento do total das maiores economias, ficando no quinto lugar
juntamente com a Itália, segundo o mesmo estudo.
Os Estados Unidos representaram 42% do total do consumo das maiores
economias, o Japão 11,1%, a Alemanha, 7,3% e o Reino Unido 6,6%, segundo o diretor de Pesquisa do Crédit Suisse na China,
Vincent Chan.
"O consumo chinês será de 8,6% do total das grandes economias em 2010, ocupando o terceiro lugar, depois
dos EUA e Japão. Prevemos que esse valor chegue aos 21,% em 2020, quando a participação dos Estados Unidos será de 34,6%",
acrescentou Chan.
Um estudo recente do grupo bancário BNP Paribas estimava que os jovens nascidos durante a política
do filho único, introduzida na China em 1977 para controlar o crescimento da população, e que por não terem irmãos sempre
foram super-protegidos por famílias com maior poder aquisitivo, serão os futuros motores do consumo no país e serão mais susceptíveis
à publicidade.
Fonte: Assintecal